sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Jovens e escola

31/08/2012 - 13h12

País tem 3,7 mi de jovens fora da escola, aponta relatório do Unicef

DA AGÊNCIA BRASIL
O Brasil tem cerca de 3,7 milhões de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos fora da escola, de acordo com relatório lançado nesta sexta-feira pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). A maior defasagem é na pré-escola e no ensino médio.
Entre as crianças de 4 e 5 anos, o número chega a 1,4 milhão. O levantamento apontou que nessa faixa etária a maioria dos não-matriculados nos sistemas de ensino é negra --56% do total.
A renda também é um fator que influencia o acesso à educação, segundo a pesquisa. Enquanto 32% das crianças de famílias com renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo estão fora da escola, apenas 6,9% daquelas oriundas de famílias com renda superior a 2 salários mínimos per capita estão na mesma situação.
Os números indicam que a frequência ainda insuficiente de crianças de 4 e 5 anos está relacionada, muitas vezes, à falta de vagas na rede pública. Por isso, no grupo com renda um pouco maior (dois salários per capita), o percentual de crianças fora da escola é menor, já que nesse caso a família acaba optando por pagar uma escola particular.
Para Maria de Salete Silva, coordenadora do Programa de Educação do Unicef no Brasil, o desafio de incluir todas as crianças na escola é grande, mas algumas iniciativas governamentais, como o Proinfância, que tem a meta de construir 6.000 creches em todo o país até 2014, são respostas interessantes ao problema.
"A última política do governo, o Brasil Carinhoso, prioriza as família abaixo da linha da pobreza no acesso à escola e ataca exatamente essa desigualdade", disse.
A representante do Unicef afirma, entretanto, que o maior desafio está "na outra ponta" da educação básica. O relatório diz que 1.539.811 adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Nesse caso, os problemas de frequência não estão relacionados à falta de vagas, mas ao desinteresse da população nessa faixa etária pelo ensino médio. Para muitos jovens já envolvidos com o mercado de trabalho, a escola é pouco atrativa.
"Isso requer uma mudança muito grande no ensino médio. Estamos com a maior população de adolescentes da história do Brasil, a gente não pode perder isso e esperar para resolver na próxima geração porque está condenando o país a ter milhões de adultos sem formação escolar", afirma Salete.
Para ela, é necessário tornar a escolas mais atrativa para a realidade dos jovens. Salete diz ainda que os investimentos do governo no setor precisam aumentar.
"A gente discorda de quem acha que o problema da educação no Brasil não é dinheiro, mas gestão. Nós temos problemas sérios de gestão, mas só com os recursos que temos hoje não conseguimos fazer tudo que é necessário: incluir todos na escola, ter qualidade, professor bem remunerado e capacitado, escola com boa infraestrutura. O desafio é enorme", disse.
  1. Vandir Almeida (196)
    (14h35) há 3 horas
    E mais 10 vezes que não sabe interpretar um texto ou falar a tabuada!
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem
  2. Rodrigo Fernandes (33)
    (14h04) há 3 horas
    Ah, claro. A UNICEF não acerta uma mesmo: já tinha dito antes que o Brasil tinha 20 milhões de crianças sob exploração sexual..... estas pesquisas só podem ser compradas....
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem
  3. Luiz Arruda (455)
    (14h17) há 3 horas
    Cade o Lalu e o haddad essa horas?
    O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

domingo, 26 de agosto de 2012

Programa de Formação de Professores da FEUSP


Segue informações acerca do Programa de Formação de Professores da FEUSP que media a realização de estágios do curso de Pedagogia.




Programa de Formação de Professores da FEUSP
Orientação dos estágios do curso de Pedagogia
O curso de pedagogia conta, desde maio de 2009, com a atuação dos educadores de estágio. Neste período, a natureza de nosso trabalho passou por algumas mudanças, resultado de tentativas de torná-lo mais efetivo em seus objetivos de mediar a realização dos estágios curriculares do curso de pedagogia, auxiliando professores e estudantes nesse processo. Elencamos abaixo os pontos que consideramos fundamentais para a compreensão e melhor utilização dos recursos que dispomos:
  1. Quem são os educadores de estágio?
Somos estudantes da Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) da FEUSP, contratados como estagiários pelo Programa de Formação de Professores da USP, durante o período de permanência na Pós-Graduação. Somos três educadores.
  1. Em que os educadores de estágio podem ajudar aos estudantes?
Diante das limitações que o número reduzido de educadores nos impõe, além daquelas relacionadas à dinâmica de trabalho da faculdade, temos condições de oferecer apoio da seguinte forma, sempre de acordo com a proposta de cada disciplina:
  • Orientação em relação às normas/procedimentos vigentes para a realização dos estágios curriculares da Pedagogia;
  • Contribuições aos professores e alunos no processo de elaboração dos projetos de estágio;
  • Orientação em relação aos procedimentos e conduta do estagiário ao longo da realização dos estágios e na resolução de possíveis dificuldades que possam surgir no decorrer das atividades de estágio;
  • Mediação entre alunos da FEUSP e instituições escolares com a finalidade de estreitar a relação dos estágios realizados em escolas-campo.
  1. O que são as escolas-campo?
São escolas públicas, de diferentes níveis e modalidades de ensino (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, EJA, Ensino Técnico e Magistério), parceiras do Programa para a realização dos estágios. Neste momento do Programa, temos escolas em que os educadores já atuam como mediadores de estágio, e escolas com processo de mediação em construção. A lista dessas escolas encontra-se no site da FEUSP (www.fe.usp.br).
  1. Qual o melhor momento do semestre para iniciar o contato com os educadores de estágio?
Recomendamos que esse contato ocorra assim que a proposta de estágio das disciplinas em curso estiver definida, para um melhor acompanhamento do seu processo de estágio. Nossa experiência mostra que concentrar a realização dos estágios no final do semestre pode causar dificuldades no contato com as escolas comprometendo sua realização.
  1. Como podemos entrar em contato com os educadores de estágio do curso de Pedagogia?
Disponibilizamos abaixo nossos horários fixos de plantão nos quais vocês poderão nos encontrar pessoalmente para atendimento em grupo ou individual. Esses plantões ocorrem na sala 10 – bloco B da FEUSP e recomendamos que sejam agendados por e-mail para melhor atendermos às demandas dos alunos.
Horários de Plantão – sala 10 (Bloco B)
Terça
Quarta
Quinta
17h – 20h
14h – 17h
13h – 16h

Cinthia G. de Jesus – cinthiajesus@yahoo.com.br
Juliana Lichy – juliana.lichy@yahoo.com.br
Maria Aparecida (Cida) – maria.correia@usp.br
Para entrar em contato com o Programa de Formação de Professores da FEUSP: ecampo@usp.br

Orientações - Proposta Coletiva


Conforme a professora Diana explicou nas primeiras aulas, uma das avaliações da disciplina será composta pela elaboração de uma proposta de intervenção que pode ser desenvolvida tanto no contexto escolar quanto em outros ambientes. A proposta, que será apresentada ao final da disciplina, deve contemplar os seguintes elementos:

  • Título;
  • Objetivo;
  • Estratégia;
  • Público alvo;
  • Desenvolvimento (relato da experiência);
  • Avaliação.
Ao longo da disciplina, haverá algumas aulas voltadas para a discussão da elaboração das propostas, conforme é possível verificar no cronograma. E sempre que necessário, serão postadas novas orientações no blog para auxiliar os grupos.

Att.

Rafaela

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Identidades (Conferências USP - 2012)


Segue divulgação da conferência "Identidades", um dos eventos que compõe a programação das Conferências USP - 2012.

Local: Casa de Cultura Japonesa USP – Cidade Universitária

Dias: 11, 12 e 13 de setembro de 2012


Vale a pena conferir!

Para maiores informações e inscrição, acesse o link http://www.inovacao.usp.br/uspconferencias/identidade/inscricao.html


Para conferir a programação completa das Conferências USP - 2012, acesse
http://www.inovacao.usp.br/uspconferencias/


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ficha de leitura



A partir da aula do dia 21/08 haverá fichas de leitura a serem entregues regularmente (conferir datas e respectivos textos no programa do curso).
A ficha de leitura consiste em:

  • A partir da leitura do texto indicado, escolher 3 questões/temas;
  • Desenvolver as questões/temas explicando o que levou à escolha das mesmas.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Programa/Cronograma do curso

JULHO  

31– (Aula 1) – apresentação da professora e dos alunos.
Bibliografia Geral do curso:

HILSDORF, M.L. História da Educação Brasileira: leituras. São Paulo: Thomson, 2003 (http://books.google.com.br/books?id=annbqSHv3iMC).

Infolink Linha do tempo: http://educarparacrescer.abril.com.br/historia-educacao/index.shtml


 AGOSTO


07– (Aula 2) – Definição da proposta e programação do curso. Formas de avaliação.
• Elaboração de autobiografias escritas individualmente e posteriormente socializadas em grupo e em plenária. O objetivo será o conhecimento de suas trajetórias e interesses.
• Levantamento de temas e questões que deverão ser trabalhados durante o semestre.

14 – (Aula 3) – Apresentação do programa do curso. Discussão: as diferentes denominações do ensino secundário. Tema: Função social da escola/Orçamento.

21– (Aula 4) – Tema: Função social da escola/Competência administrativa - Coordenação da atividade: Sonia Camara. Ficha de leitura 1. Discussão do texto:

NUNES, Clarice. O “velho” e “bom” ensino secundário: momentos decisivos. Revista Brasileira de Educação, nr. 14, p. 35-60, maio/ago. 2000.

28– (Aula 5) – Tema:. Atividade: Filme: Pro dia nascer feliz. Ficha de leitura 2. Escola pública de periferia/ condições físicas/arquitetura. Coordenação da atividade: Sonia Camara.

Bibliografia: COSTA, Marcio; KOSLINSKI, Mariane. Entre o mérito e a sorte: escola, presente e futuro na visão de estudantes do ensino fundamental do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação, jan./apr. 2006, vol.11, no.31, p.133-154.


SETEMBRO

4– Sem aulas – Semana da Pátria

11– (Aula 6) – Tema: Ensino Propedêutico X ensino profissional/ relação com mercado de trabalho. Ficha de leitura 3. Coordenação da atividade: Sonia Camara.

Bibliografia: MINHOTO, Maria Angélica Pedra. Articulação entre primário e secundário na era Vargas: crítica do papel do estado. Educação e Pesquisa, Dez 2008, vol.34, no.3, p.449-463.

18– (Aula 7) – Tema: Currículo escolar/ ambiente/ arquitetura/ passagem dos ciclos/ Cultura/Cultura escolar + Escola nova/experiência como base do conhecimento/ensino intuitivo/ ensino por projetos/ novas metodologias. Ficha de leitura 4. Apresentação e debate do Vídeo: Educadores brasileiros: Anísio Teixeira, Lourenço Filho e Fernando de Azevedo.

Bibliografia: VIDAL, Diana. No interior da sala de aula: ensaio sobre cultura e prática escolares. Currículo sem fronteiras, volume 9, número 1, jan.jun., 2009


25– (Aula 8) – Elaboração de propostas de ação. Orientação coletiva.
1) Trabalho em grupo (trabalho coletivo 1)
2) Apresentação da discussão em grupo – palavra aberta e debate

 OUTUBRO

 02– (Aula 9) – Tema: Ensino religioso; Relação entre políticas publicas e modelos de escolarização + Relação professor/aluno; direção/professor; figura do professor modelo. Ficha de leitura 5.

Bibliografia:
CURY, Carlos Roberto Jamil. Ensino religioso na escola pública: o retorno de uma polêmica recorrente. Revista Brasileira de Educação, Dez 2004, no.27

LEÃO, Geraldo Magela Pereira. Experiências da desigualdade: os sentidos da escolarização elaborados por jovens pobres. Educação e Pesquisa, abr 2006, vol.32, no.1, p.31-48.

OLIVEIRA, Romualdo Portela e ARAUJO, Gilda Cardoso de. Qualidade do ensino: uma nova dimensão da luta pelo direito à educação. Revista Brasileira de Educação, nr. 28, jan. abr. 2005, p. 5-23.

Atividade - Discussão dos textos
1) Idéias interessantes retiradas dos textos;
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 2)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

9– (Aula 10) – Temas: Condições sociais de trabalho docente + educação formal e individualidade Ficha de leitura 6.
Bibliografia:
FERNANDES, Maria José da Silva. As recentes reformas educacionais paulistas na visão dos professores. Educação em Revista, Dez 2010, vol.26, no.3, p.75-101.

SPOSITO,  Marilia. Juventude e Educação: interações entre a educação escolar e a educação não-formal. Educação e Realidade, nr. 33, vol 2,. 2008, p. 83-98.

REIS, Eduardo J. F. Borges dos et al. Docência e exaustão emocional. Educação e Sociedade. 2006, vol.27, n.94, pp. 229-253.

Atividade - Discussão dos textos
1) Idéias interessantes retiradas dos textos;
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 3)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

16 - (Aula 11) – Tema: Relação escola e família. Filme: Entre os muros da escola - Coordenação da atividade: Sonia Camara. Ficha de leitura 7.
Bibliografia: THIN, Daniel. Para uma análise das relações entre famílias populares e escola: confrontação entre lógicas socializadoras. Revista Brasileira Educação, ago. 2006, vol.11, no.32, p.211-225.

23 ANPEd – sem aulas

30 (Aula 12) Elaboração de propostas de ação. Orientação coletiva.
1) Trabalho em grupo (trabalho coletivo 4)
2) Apresentação da discussão em grupo – palavra aberta e debate

 NOVEMBRO

6 – (Aula 13) – Visita ao CRE Mario Covas – Coordenação da atividade: Wiara Rosa e Renata Simões/ Diogenes.

13 (Aula 14) – Temas: Relações escola e ambiente socio-cultural+ Gênero e educação + Inclusão social. Ficha de leitura 8.

Bibiografia:

DAYRELL, Juarez. A escola "faz" as juventudes? Reflexões em torno da socialização juvenil. Educação e Sociedade. 2007, vol.28, n.100, pp. 1105-1128.

MONTEIRO, Ana Paula Húngaro; MANZINI, Eduardo José. Mudanças nas concepções do professor do ensino fundamental em relação à inclusão após a entrada de alunos com deficiência em sua classe. Revista Brasileira de Educação Especial. 2008, vol.14, n.1, pp. 35-52.

VIANNA, Cláudia Pereira. O sexo e o gênero da docência. Cadernos Pagu, 2002, no.17-18, p.81-103.

Atividade - Discussão dos textos
1) Idéias interessantes retiradas dos textos;
2) Trabalho em grupo (socialização das sistematizações individuais e produção coletiva) (trabalho coletivo 5)
3) Apresentação dos resultados dos grupos – palavra aberta e debate.

20– (Aula 15) – Apresentação de Seminários


Sistemática de Avaliação dos alunos: Cada Ficha de leitura vale 0,5 (8 X 0,5 = 4,0), cada participação em trabalho coletivo vale 0,20 (5 x 0,20 = 1,0) e o Seminário em grupo vale até 5,0. Somados totalizam 10,0.