domingo, 4 de novembro de 2012

Trabalho Coletivo 4: segunda versão das propostas



Na aula do dia 30/10 foi realizado o Trabalho Coletivo 4, que consistiu na reunião dos grupos para sequência do (re)planejamento das propostas de intervenção. Na sequência, segue o esquema entregue por cada grupo. (Obs: quem quiser rever a primeira versão entregue pelos grupos acessar o link).

Grupo 1

Thaisa Costa, Gabriel Salomão.

Na interação passada pudemos perceber interesse acentuado dos participantes nos temas "gramática", "variação" e "linguagem". Eles iniciaram o processo de criação de línguas em 2 grupos. As línguas desenvolvidas têm como base a língua portuguesa.
No próximo encontro, planejamos acompanhar e oferecer o apoio necessário para a finalização de desenvolvimento das duas línguas artificiais e em seguida iremos estabelecer uma conversa para analisar até que ponto o trabalho provocou reflexão e influenciou na opinião dos alunos, especialmente no que diz respeito à variação linguística e à própria gramática.
A última atividade, depois de desenvolvidas as línguas com itens morfológicas sintáticos, será a tradução de um texto em português para as línguas criadas.

Grupo 2

Camila Bueno, Camilla Garcia, Adalberto Alício, Roberta Tavares, Felipe Barreira.

Discussão


A atividade começou dois dias antes da visita com o envio de um questionário para ser respondido pelos professores que estariam presentes no momento do debate.
No dia 18 de outubro visitamos o CEU Jaguaré e formando duplas visitamos 3 turmas de 6ª série.
O debate durou cerca de 30 minutos em cada sala e os professores estavam presentes no momento do debate.
No final da visita conversamos com o diretor e com a cordenadora pedagógica do CEU e eles informaram que a posição da escola é totalmente contra e que isso consta num regime interno que é copiado pelos alunos no início do ano letivo. A escola já chegou a pegar o aparelho e só devolver mediante o comparecimento do responsável.


Grupo 3

Maria Luiza, Maria Fernanda, Thiago Almeida

Na aula de hoje, o nosso grupo, que tem como objetivo do projeto aproximar os alunos aos conteúdos ensinados em aulas de inglês em escolas públicas, se focou em como essa aula pode ser elaborada de modo a se diferenciar das aulas tradicionais de inglês (que, muitas vezes, só ficam focadas no verbo "to be"). Chegamos a conclusão que nossas aulas vão se dividir em duas etapas principais: sendo a primeira uma "conversa" com os alunos em que seria evidenciado que o inglês não é algo tão distante do cotidiano deles (ex: hot dog, spider-man, shopping, video-games, etc); já a segunda parte seria uma "aula-jogo" em que o vocabulário básico de características físicas seria apresentado, e então, para que os alunos o colocassem em prática, haveria um jogo no qual um aluno, de costas, terá de adivinhar o nome do personagem cujo os participantes estão, em inglês, dando as características.
Essa aula almeja aproximar os alunos do universo da língua inglesa e mostrar como pode ser interessante um conteúdo quando ensinado mais dinamicamente.


Grupo 4

Thais Barboza

Título: Discutindo o cânone com os alunos do Ensino Médio.

Introdução:
Os alunos do Ensino Médio parecem ser muito influenciados pelo peso dos nomes canônicos da Literatura Brasileira, especialmente dos autores elencados pelas listas dos principais vestibulares. No entanto, a escolha de um cânone, seja para a elaboração de materiais didáticos, seja para a eleição de uma lista para o vestibular não é uma questão simples e envolve critérios de inclusão e exclusão que vão além da qualidade literária dos autores.

Objetivos: 
Os objetivos desta proposta são fazer com que os alunos reflitam sobre o que é o cânone, qual a importância estabelecê-lo, quem o estabelece, e se ele muda de acordo com a sociedade ou não; também escutar os sentimentos dos alunos em relação às leituras canônicas obrigatórias e induzi-los a sugerir propostas para que as aulas de Literatura sejam mais interessantes para eles mesmos.

Estratégias:
Foram escolhidos quatro poemas do período do Modernismo ou posterior à ele (devido a maior proximidade no tempo bem como uma maior afinidade dos alunos com os conteúdos do Modernismo), sendo eles: 
Poema 1: Oficina irritada, de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1951.
Poema 2: Poetas Velhos, de Paulo Leminski, publicado em 1938.
Poema 3: Pronominais, de Oswald de Andrade, publicado em 1924.
Poema 4: A cristandade, de José Paulo Paes, publicado em 1924.

Os poemas foram apresentados aos alunos sem a identificação de autoria, de modo que puderam ser apreciados pelos alunos independente do peso dos seus autores no cânone. Após serem lidos e comentados em suas formas e conteúdos, os alunos responderam qual poema era, para eles, o melhor representante do período do Modernismo e por que: se pela forma, se pelo conteúdo, se pelo ajuste de ambos ou se pelo desajuste de ambos.
Após respondidas as perguntas, foram reveladas as autorias e as datas de publicações dos poemas. Em seguida, foi pedido que respondessem se, nesse momento, sabendo a autoria dos poemas, eles mudariam a resposta da questão número 1 (qual seria o melhor representante do Modernismo) e se sim, por que.
Em seguida deu-se início a uma discussão sobre o cânone literário brasileiro, seus critérios e os problemas que geram seu estabelecimento.

Público alvo: série final do Ensino Médio (3ª série), devido à sua maior preocupação com as leituras obrigatórias da lista do vestibular.

Desenvolvimento: 
A proposta foi aplicada no dia 25 de outubro de 2012 em um colégio particular em Santos, litoral do Estado de São Paulo. O colégio atende um público pequeno, por esta razão possui apenas uma sala de 3º ano do Ensino Médio. Foi nesta sala que a proposta foi aplicada.
Primeiramente, a aplicadora leu os poemas (sem a autoria) juntamente com os alunos, que levantaram características de forma como, por exemplo, o poema 1 ser um soneto e o poema 3, um poema-piada. Levantaram também características relativas ao conteúdo dos poemas, dizendo que os poemas 1 e 2 criticavam a poesia parnasiana e que o poema 3 criticava a gramática normativa.
Em seguida, os alunos responderam a um questionário dizendo qual dos poemas seria o melhor representante do período do Modernismo.

Grupo 5

André Mourão, Camilla Sylos, Felipe Freitas, Gdalva Maria, Natacha, Victor.

Título: utilizando a reciclagem para diversão.

Aplicação do Projeto:
Nós, integrantes do grupo, fomos a Escola Municipal ... no dia 11 de outubro às 14 hs e aplicamos a parte prática do nosso Projeto intitulado "utilizando a reciclagem para diversão".
O público alvo foram alunos da 3ª série fundamental, entre 9 e 12 anos. Uma turma de aproximadamente 35 alunos divididos praticamente metade meninos, metade meninas.
Levamos conosco o material para aplicação que se compunha de garrafas pets, latinhas, tintas, pinceis, barbantes tesouras, colas e cartazes informativos sobre o tema do projeto.
Abordamos o tema mostrando os cartazes e buscamos interagir com a turma sobre a temática da reciclagem e apresentamos os conceitos mais essenciais na tentativa de produzir uma consciência sobre a importância da reciclagem do lixo para o meio ambiente e aproveitamos o fato de ser vespera do dia da criança para dar algumas sugestões de como aproveitar alguns dos materiais que poderiam ser jogados no lixo transformando-os em brinquedos.
Para essa etapa da aplicação levamos algumas sugestões de brinquedos prontos como aranhas, biloquês e cofrinhos de moedas feitos de pets e tambores musicais de latinhas de refrigerantes. Juntamos os alunos em grupos, conforme a preferência do brinquedo que escolheram e ensinamos como fazer os brinquedos do lixo qu ira ser descartado.
Nessa etapa aproveitamos para reforçar alguns conceitos, conforme a situação e tendo em vista o nível sócio-econômico deles (a maioria muito carente) a utilizar a criatividade criando brinquedos para brincarem com os amigos ou com seus irmão em casa.
Não foi uma tarefa fácil porque a turma era bastante inquieta e muito ansiosa. Mas deu pra fazer uma boa intervenção na parte conceitual e na parte prática foi um verdadeiro sucesso. Todos muito empolgados, participaram ativamente e fizeram seus próprios brinquedos.
Acreditamos que, embora a faixa etária da turma ainda não fosse avançada o suficiente para absorver conceitos muito complexos sobre a importância da reciclagem para o meio ambiente, pelos menos algumas informações, especialmente no que refere a transformação do lixo em outro objeto que poderá ser reutilizado para outros fins eles absorveram como por exemplo a transformação de pets em brinquedos e latinhas de refrigerantes em instrumentos musicais.

Grupo 6


GRUPO: LUCIMAR, MANUELA, MARIANA E MARINA.
TÍTULO: LINGUAGEM CARTOGRÁFICA E REPRESENTAÇÃO ESPACIAL
Observação: As estratégias foram alteradas.
ESTRATÉGIAS: Será elaborado um teste com cinco questões sobre linguagem cartográfica e representação espacial. O público alvo deverá ser capaz de realizar o teste no máximo em 20 minutos. Após a aplicação da atividade, em contrapartida o aluno participante receberá um folheto com explicações acerca do assunto.
RECURSOS UTILIZADOS:
Teste contendo cinco questões e folheto explicativo constantes do anexo.
DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE AÇÃO:
Os testes já foram aplicados nos alunos dos diversos cursos da Universidade de São Paulo, entre eles: Geografia, História, Letras, FEA e Licenciatura das variadas ciências.
Esta fase será melhor explicitada na ocasião da entrega do trabalho final.
A próxima fase, já iniciada na última aula, é a correção dos testes e posterior análise dos resultados.




Grupo 7

Gustavo Henrique, Lilian Abgail, Anderson Claiton, Catarina Aguiar, Jéssica dos Santos.

Proposta: Falar sobre modelos na ciência utilizando técnicas práticas e avaliar a concepção de modelo em diversas faixas etárias.

Objetivo: Falar que modelo é alguém que cria para explicar fenômenos. Eles são aprimorados por testes que validam aquele modelo.

Estratégias: utilizando uma figura geométrica plana sob um aparato de madeira de forma que as pessoas não vejam a figura colocamos numa superfície plana (mesa, chão), coloca-se uma folha de sulfite em cima de aparato de madeira.
Joga-se então bolinha de gude no vão e observa-se o comportamento da bolinha quando ela bate e reflete. Conforme esse reflexo a pessoa vai montando um modelo do que seria a figura sem ver
Compara com outros desenhos a fim de não mostrar a figura. Mas como não ficaria muito bom, ao final se necessário, mostrar a figura.

Público-alvo: visitantes da Estação ciência e/ou salas do ensino médio de uma escola.
Separar por faixa etária para perceber a abstração de cada uma, será que os mais novos conseguiriam supor um modelo apenas com o comportamento da bolinha de gude? Será que os mais escolarizados conseguiriam propor mais facilmente o modelo?
E falar um pouco sobre a importância dos modelos para a ciência.


Grupo 8

Camila Silva, Carlos Augusto.

Proposta: "Interpretação de texto por meio de histórias em quadrinhos" (HQs)

Método de aplicação
O projeto foi aplicado em dois dias distintos divididos em aulas de 100 minutos cada. No primeiro encontro foram apresentados aos alunos os elementos constitutivos desse gênero textual com a finalidade de mostrar que todos os recursos nas HQs são fundamentais para a sua compreensão (balões, expressões faciais, onomatopeias, dentre outros textos extralinguístico). Neste momento os alunos demonstraram seu contato com o gênero por meio de leitura de mangás, tiras do Garfield, assim como relataram não conhecer determinados elementos, como o balão de cochilo e de pensamento.
Verificamos com essa atividade que eles já haviam tido contato com o gênero no início deste ano na disciplina de Artes, contudo, se deram conta de que muitos dos recursos que constituem as HQs não foram nem sequer abordados pela professora, logo não os utilizaram.
Nessa etapa da aula os alunos reproduziram os sons onomatopaicos a fim de identificar seus significados. No segundo momento da aula foram apresentados slides com tiras que continham conteúdo implícito; como julgamentos de valroes.
E, por fim, dividimos a sala em dois grupos para a realização da atividade prática a ser apresentada na aula seguinte.

Público-alvo: 8º ano do ensino fundamental do Colégio ... de São José dos Campos - SP.


Grupo 9

Guilherme Garcia, Jéssica Carolina


PROPOSTA COLETIVA
Análise do Projeto de Tutoria em Cursinho Popular da USP

INTRODUÇÃO, OBJETIVOS, PÚBLICO ALVO E ESTRATÉGIAS
O Cursinho Popular é uma iniciativa que visa sanar alguns dos problemas da educação pública no Brasil: a dificuldade de ingresso de oriundos desta nas universidades estaduais e federais do país. Cobrando valores acessíveis de mensalidade (quando a cobram), permitem a estes estudantes uma revisão – ou, em boa parte das vezes, o primeiro contato – do conteúdo programático do ensino médio cobrado nos exames vestibulares.
Neste contexto, foram criados alguns projetos de alunos da Universidade de São Paulo com este objetivo. Poderíamos citar, entre outros, o Arcadas Vestibulares (da Faculdade de Direito), o Cursinho da Psico, o Cursinho da FEA e o Cursinho da Poli-USP. Este último, sustentado pelo Grêmio Politécnico, entidade estudantil que representa os alunos da Escola Politécnica da USP, oferece, anualmente, 120 vagas para jovens cursando o 3º ano do ensino médio ou que já o concluíram.
A proposta popular do Cursinho da Poli-USP consiste em ministrar aulas gratuitamente ao longo do ano (os gastos dos alunos com o cursinho se resumem a uma taxa de inscrição para o processo seletivo, e a taxa de matrícula para os aprovados) nas salas de aula de prédios da Escola Politécnica. Os professores são, em maioria esmagadora, alunos de graduação de diversas unidades da Universidade de São Paulo, e recebem uma ajuda de custo, ficando responsáveis por uma aula (ou plantão), por semana. O material utilizado é doado pelo Etapa Vestibulares, sem qualquer custo para o Cursinho, seus colaboradores ou Grêmio Politécnico.
Além das atividades docentes normais, os professores e plantonistas do Cursinho da Poli-USP têm a opção de se envolverem com um projeto de Tutoria, que consiste num acompanhamento mais próximo de um grupo de alunos do projeto. Ficam responsáveis pela análise do desempenho de simulados, traçar planos de estudos e aconselhamento de dúvidas sobre carreiras, universidades, exames e afins. Foi iniciado no final do primeiro semestre e será levado até o final do ano letivo (segunda semana de dezembro).
Diversas vezes surgiu o pensamento se o problema dos alunos do cursinho popular era não só a defasagem de conhecimento, mas também uma falta de base, de apoio. A ideia que muitas vezes surge nas famílias de que “estudar é uma perda de tempo”, que o aluno “não faz nada”, que deveria estar trabalhando. A Tutoria também tem a função de dar este apoio aos alunos, ajudá-los com estas questões. Além disso, muitas vezes os alunos oriundos da escola pública não tem noção da complexidade e exigências do vestibular, às vezes até de seu formato – o tutor é aquele que apresenta as características gerais e especificidades de cada exame de ingresso.
A organização da Tutoria se fez em dois planos: primeiramente, uma separação por grandes áreas (Biológicas, Exatas e Humanidades) tanto dos professores e plantonistas que se dispuseram a ser tutores quanto dos alunos (divididos nas mesmas áreas segundo as carreiras pretendidas), e depois um sorteio, alocando tutorados com tutores de mesma área. Houve algumas exceções: como a demanda para a área de exatas foi maior do que a oferta, alguns alunos que pretendem cursos da área foram destinados à tutoria de professores de português (disciplina que abrange as três grandes áreas com grande peso no vestibular), e entradas tardias na tutoria, cuja distribuição foi feita tentando obedecer os critérios supracitados, porém nem sempre bem sucedida.
A ideia desta proposta coletiva é examinar se o projeto de Tutoria funciona, analisando especialmente os dados de simulados realizados por alunos tutorados e não tutorados, realizando uma análise comparativa entre os dois casos. A preferência dada por dados empíricos se faz pela dificuldade de elaborar uma conclusão objetiva a partir das singularidades de cada grupo de alunos (seus problemas, dificuldades e interesses pessoais) e tutores (cujas trajetórias e cursos, por exemplo) são bastante discrepantes.

DESENVOLVIMENTO
O Cursinho da Poli-USP disponibiliza, algumas semanas após a realização de seus simulados, um boletim detalhado, apresentando resultados dos alunos por disciplina (dividida por frentes, ou seja, por setores da matérias específicos de cada professor), comparando-as com a média geral. Tanto os alunos quanto os professores tutores e a coordenação geral do cursinho têm acesso a estes boletins.
A ideia desta Proposta é analisar o rendimento dos alunos que contam com tutores e comparar seus resultados com os que optaram não participar do projeto, enfatizando dois aspectos principais: desempenho em simulados (através dos boletins) e evasão (com apoio dos controles de frequência da Coordenação do Cursinho). 

















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